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Documentário “Açu: Tesouros Esquecidos, Histórias Vivas” resgata a memória cultural do quinto distrito de São João da Barra

A história do Açu, um dos locais mais antigos e emblemáticos de São João da Barra, ganha destaque neste sábado (11), com a exibição do documentário “Açu: Tesouros Esquecidos, Histórias Vivas”, às 19h, na quadra da Escola Municipal Chrisanto Henrique de Souza, no quinto distrito. A sessão é aberta ao público e promete emocionar moradores e visitantes com um mergulho profundo nas origens, tradições e curiosidades da comunidade.

Produzido com financiamento da Lei Paulo Gustavo, por meio de edital lançado pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult), o documentário tem como proposta principal valorizar a memória coletiva e as raízes culturais do Açu, reconhecido como um território histórico e ancestral do município sanjoanense.

Resgate das origens e das histórias esquecidas

O filme reúne depoimentos de antigos moradores, historiadores e pesquisadores locais, compondo um rico mosaico de narrativas sobre a formação e o desenvolvimento da localidade. As entrevistas revelam aspectos pouco conhecidos da história do Açu, desde o período das primeiras sesmarias dos Sete Capitães até as transformações mais recentes impulsionadas pelo desenvolvimento regional.

De acordo com a sinopse oficial, “Açu: Tesouros Esquecidos, Histórias Vivas” retrata o distrito como um berço de memória e identidade sanjoanense, onde o passado e o presente se cruzam em histórias de fé, resistência e cultura popular. O filme mostra o Açu como um dos primeiros povoados formados às margens do Rio Iguaçu, referência importante para o povoamento da região Norte Fluminense.

Histórias de fé, trabalho e mistério

O documentário revela que o Açu foi berço de um dos primeiros currais de boi da região, além de território ancestral dos índios goytacás e ponto de passagem de jesuítas e beneditinos. As imagens e relatos resgatam cenas do cotidiano de um povo simples, marcado por tradições, casas de palha, carros de boi e pelas histórias de curas e milagres que moldaram o imaginário popular local.

Entre os episódios contados, estão também os naufrágios de embarcações inglesas, norueguesas e francesas, que marcaram a relação do Açu com o mar e motivaram a construção do Farol do Açu, símbolo da luta entre o homem e as forças da natureza.

Produção sanjoanense com identidade local

O projeto é idealizado pelo morador e pesquisador Célio Vitor de Souza Henriques, que dedicou anos à coleta de relatos e documentos históricos. O filme conta com a roteirização de Lucas Ferreira, edição de Daniel Gonçalves e Saulo Bastos, e captação de imagens aéreas realizada por Jorge Toledo e Guilherme Duarte. O trabalho também teve a colaboração de nomes como Arthur Soffiati, André Pinto, Rafaela Machado, Fernando Lobato (Feur) e Marcela Toledo, que contribuíram com análises e contextualização histórica.

Valorização cultural e preservação da memória

Segundo a Secretaria Municipal de Cultura, a produção reflete o compromisso do município em preservar a identidade cultural e incentivar a produção audiovisual local. Através da Lei Paulo Gustavo, artistas e produtores independentes têm a oportunidade de desenvolver projetos que valorizam a história e a memória de São João da Barra, fortalecendo o sentimento de pertencimento e orgulho da comunidade.

O evento deste sábado marca não apenas a estreia do documentário, mas também um momento de celebração da cultura sanjoanense, convidando o público a redescobrir o Açu e seus tesouros esquecidos — agora eternizados nas telas e na memória coletiva do município.

Saulo Bastos

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